quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Flor de Lótus



Deus,
 Peço-te:
 Interpreta-me.
Não leia apenas as minhas palavras;
 Elas são poucas,
 Frágeis,
 Quebradiças.

Cá, dentro, tem um mundo:
 (Quase sempre)
 Inabitado.
 (Quase sempre)
 Incompreensível.
Sei que habitas no secreto,
 Nos dias em que não há;
 Nos cantos intocáveis,
 Nos acontecimentos invisíveis.
Por favor, peço-te:
 Cubra-me!
Cubra me,
 Com o teu silencioso cuidado.
 E eu me abrigarei na confiança,
 De que sempre estarás comigo.

Poesia: Luciana Leitão

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