Ela seguia todos os dias o mesmo trajeto. E todos os dias se perguntava se era por ali que deveria seguir.
Se aquele caminho a fazia chegar ao seu destino, porque não ir por ali, era o caminho já conhecido, já feito tantos e tantos dias, conhecia cada curva, conhecia cada troço.
No entanto aquela dúvida, aquela pergunta estúpida que teimava aparecer todas as manhãs não a deixava tranquila. E nós não queremos perguntas, não queremos inquietações. Queremos sim é respostas! E logo pela manhã, não era nada agradável.
E ela continuava a ir por ali. Mas se essa inquietação era tão grande, se essa dúvida era tão persistente. Porque não MUDAR de DIRECÇÃO.
Porque fazia ela todos os dias o mesmo caminho e ao mesmo tempo o questionava. Será que ela gostava do caminho. Mas nem isso ela sabia! Porque não conhecia outro! E como vamos nós fazer comparações, se não há duas coisas a comparar? Se o que temos é só o que conhecemos. Como olhar de outra forma, se não conseguimos nos posicionar de forma diferente.
O que vos posso dizer é que não sei mesmo se ela alguma vez chegou a mudar de direção. Eu sei que gostavam que esta história não acabasse assim. Mas esta é mesmo a história. Uma história sem respostas! Ou quem sabe com todas as respostas! ...
Abraço carinhoso
Sofia
Abraço carinhoso
Sofia